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Publicada: 10/05/2019

Pastagem bem plantada e manejada gera resultado

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Fonte: Setor de Comunicação

As peculiaridades da região no plantio da soja ficam também evidenciadas na hora de semear o pasto. O gerente do departamento de produção animal, técnico Jefersson Camargo Keller diz que em áreas de pastagem implantada e sem o uso de tecnologias como o correto preparo, correçãoda acidez e adubação do solo é fundamental o uso de espécies forrageiras adaptadas às condições climáticas, bem como a utilização de sementes de qualidade, com  taxa de semeadura adequada e um bom manejo, sob pena de ao longo do tempo, diminuir a produtividade e a geração de matéria seca para melhor produção de leite.

Keller lembra que as pastagens estão sujeitas a diversos fatores que podem prejudicar sua produtividade, como fertilidade do solo, clima e incidência de pragas, sendo que o combate de plantas daninhas determinam o sucesso da produção de forragem e, por consequência, da atividade pecuária. “ A integração lavoura-pecuária dentro da propriedade rural deve seguir em harmonia, criando um sistema onde há benefícios para ambas as atividades.

Fertilidade do solo e forma de plantio influenciam

O técnico enfatiza que é  muito importante que se mantenham os níveis de fertilidade alcançados nas culturas anteriores para que a pastagem possa apresentar alta produtividade e que não inicie um novo processo de degradação. “Uma pastagem produtiva e bem manejada pode agregar e muito na construção da fertilidade do solo com a adição de matéria orgânica, por exemplo. Com o plantio de pastagens há um aumento significativo na quantidade de palhada, acima de 10 toneladas de matéria seca/ha. Além disso, há um aumento na quantidade de raízes ricas em carbono, fonte para os macro e micro organismos do solo. “ A decomposição das raízes formam galerias por onde aumenta a penetração de água. É muito importante pela recuperação das áreas degradadas e também pela produção de volumoso por meio do processo de ensilagem, que viabiliza o armazenamento do alimento que será fornecido para o rebanho durante o período de estiagem”, destaca.  

Por fim, o técnico lembra que é fundamental que o produtor não perca o ponto de entrada no piquete: “Quanto mais cedo os animais ingressarem no primeiro piquete, melhor será o manejo, uma vez que o consumo da pastagem será proporcional em todos os piquetes. Se houver atraso na entrada do primeiro, corre-se o risco de os demais passarem do ponto, ficando mais altos que o normal, sendo necessário até fazer roçada. É importante deixar uma reserva nutricional na forragem, respeitando uma altura de 12 centímetros para retirar os animais. Em hipótese nenhuma se pode permitir que os animais consumam todo o pasto, pois isso prejudica o crescimento da forragem”, finalizou.